quinta-feira, 28 de maio de 2009
Arte na Ruína visto pelo Brasil.
“Revelando os Brasis” leva cinema a 58 cidades brasileiras, entre elas Xapuri
Três caminhões vão percorrer 27,5 mil quilômetros levando para 40 cidades do interior e 18 capitais os vídeos produzidos por moradores formados pelo projeto
Numa praça às escuras, moradores de 40 cidades do interior do Brasil se reúnem diante de um telão com oito metros de largura onde não serão exibidas produções hollywoodianas. Ao contrário, eles estão prestes a conferir na tela as suas próprias histórias, lendas, folclores, alegrias, dores e sonhos, transformados em vídeo por alguém da sua cidade, que dá seus primeiros passos no mundo audiovisual.
A cena descrita acima irá se repetir por todo o Brasil durante os meses de maio e junho pela terceira vez consecutiva. Trata-se da última fase do projeto “Revelando os Brasis”, criado para democratizar o acesso aos meios de produção audiovisual, uma iniciativa do Instituto Marlin Azul e do Ministério da Cultura.
O projeto começa convidando moradores de cidades brasileiras com até 20 mil habitantes a contar uma história que gostariam de ver transformada em vídeo. Dessa vez, terceira edição do projeto, 712 inscrições foram recebidas e 40 foram selecionadas.
Os escolhidos participam de um curso intensivo de produção audiovisual no Rio de Janeiro e têm a oportunidade de conviver com profissionais da área, que compartilham conhecimentos relacionados a roteiro, planos de produção, fotografia, som e edição. Depois, retornam para suas cidades, montam suas equipes com moradores da própria cidade e produzem seus vídeos, com apoio de dois profissionais da área.
Na terceira etapa do projeto, as cidades dos 40 selecionados terão a oportunidade de conferir o resultado do trabalho. Três caminhões irão percorrer entre os meses de maio e junho 27,5 mil quilômetros em 18 estados brasileiros, cujas capitais também serão alvo da exibição dos vídeos produzidos em sua região.
“São cidades pequenas onde a maioria dos moradores nunca teve a oportunidade de ir a um cinema. Muitos têm ali, durante a exibição dos vídeos do Revelando os Brasis, o primeiro contato com o mundo audiovisual”, afirma Beatriz Lindenberg, do Instituto Marlim Azul, entidade responsável pela realização do projeto.
Do Rio Grande do Sul ao Acre, há cidades contempladas. Em uma delas, no Estado do Pará, o caminhão não consegue chegar e todo o material para exibição será enviado de barco, numa viagem que dura três dias e três noites.
De acordo com Beatriz, o dia da exibição costuma movimentar a cidade e provocar verdadeiras festas. O lugar escolhido para montar a estrutura é quase sempre ao ar livre – a menos quando a chuva atrapalha.
Primeiro, é exibido o vídeo produzido pelo morador da cidade, que participa do evento e dá o seu depoimento. Depois, outras três produções da região são exibidas. O projeto ainda abre espaço para outras manifestações artísticas e folclóricas do lugar.
O “Revelando os Brasis” é realizado pelo Instituto Marlin Azul e pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultural, com patrocínio da Petrobras e parceria do Canal Futura.
A programação no Acre começa no dia 23 de junho, em Rio Branco; no dia 25 a caravana estará em Xapuri e no dia 26 em Brasiléia e Marechal Taumaturgo. Xapuri foi uma das cidades contempladas com o projeto Arte na Ruína, coordenado pelo artista plástico Wagner San e equipe.
Mais informações em http://www.mosaicocomunicacao.com/ e também no site do Ministério da Cultura.
Esta matéia foi postado pelo Jornalista Raimari Cardoso em seu Blog. Temos o endereço em nossos Favoritos.
Arte na Ruína vai ao ar pelo Canal Futura
Neste programa, Ernesto Piccolo conversa com um dos realizadores do docudrama ARTE NA RUÍNA que também será exibido. O vídeo registra Xapuri _ um pequeno universo que se tornou palco para a tão necessária reconstrução de dois mundos em ruínas: uma delegacia abandonada e um grupo de jovens artistas. Estes jovens aceitam o desafio de revelar para o público, através do espetáculo “O Ensaio Surreal do Grito Sufocado” as nuances que os levaram até o fabuloso palco de suas vidas _ Arte na Ruína, localizado a 50 metros da casa de Chico Mendes.
Assistam.
Esclarecimento!
Desta forma reentero que o "blog falhou" mas, que uma pequena parte desta nossa história vocês poderão ver ai na casa de vocês, querem ver? então acompanhe as próximas postagens.
abraço do "desmoderador otimista" San, em nome do nosso grupo.
domingo, 12 de abril de 2009
domingo, 2 de novembro de 2008
Festival Acreano de Teatro - 2008
OO, as fotos estão num sentido contrário, mas enfim, vamos do fim pro início e que assim seja.
Após a apresentação Clenes recepcionando a provocadora do espetáculo - Brijite e a trupe sentada. Háaa e toda a pláteia que esta diante de nós - show !Agradecemos a esta menina querida de azul - Cidinha que registrou todos esses momentos com sua câmera e galera tíetou, olhem os meninos híbridos que loguin serão enjaulados.
A trupe agradece a FETAC por garantir a participação do Arte na Ruína nesse encontro de arteiros de todo estado. Foi de uma riqueza engrandecedora para os olhos e para a formação de novos seres que com certeza terá em suas veias a saga de continuar esta luta de o teatro ser de todos ao pensar, criar, propor e ao assistir - queremos acesso a todos os momentos... Artista que conhecemos, nao daremos nome por que a lista é muito grande, mais... daremos o nome de cidadãos do mundo - muito OBRIGADO!!!
Postado na tentiva de reviver esses momentos em outros olhos - San.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Liberdade! Espaço/comportar-se.
Foto: Renato ReisO tempo e sua duração, cadê, não sabem onde e quando começou e pra onde pretende ir, e por fim o continuar a vagar por ai, segue o desempenhar de alguns acontecimentos que duvidamos existir por não compreender bem o que estamos a fazer diante da tortuosa força designada a renovação.
Seria esta a força que nos conduz sorrateiramente dias após dias e passos atrás doutros, nos induzido a contar cada pingo de chuva que se jogam como camicase lá do céu, sobre nossas cabeças? – será que é, pra! Dar-nos um banho e, assim seguir límpido a diante do grande “engenho celestial”, o fato é que, não somos ensinados a saber contar, ou melhor ao passo que sobrevivemos, o que deveria ser habitualmente natural e, de direito a somar se desfaz nas estreitas incapacidades burras que tem tornado à marca da desoneração humana.
Bom! O que a liberdade tem haver com isto? Não sei ao certo, e, dúvida, pede reforços para tal, mas enfim, me parece que o certo capitão do tempo nos conduz “sabiamente” e insensivelmente ao ponto de pregar uma grande estaca em nossos punhos, forçando-nos a gritar “socorooo...” que por vez, talvez em uma nova etapa e ai sim uma nova chance ao poder-, quebrá-la e a usá-la como subsídio para encabeçarmos novos enfrentamentos diante de tantas novas batalhas que são criadas através de forças “ocultas” que condensa e enrijeci o movimento de algumas leis de senso comum - “bem natural” da vida que tem alimentado a humanidade integralmente com duas outras forças primárias – natureza e animal, que ao contrario da força tem sido fracas tornado-as num corpo frágil e perigoso de se lidar e preservar harmoniosamente.
Coisas estranhas que precede comportamentos apontam reações também estranhas e creio que cabe aqui dizer que - queria tentar esquecer tal fato estranho, porém, diante da liberdade fica o dever do fato resgatar aqui, que - o grupo Arte na Ruína foi convidado à se apresentar na EXPOACRE 2008 o espetáculo “O ensaio surreal do grito sufocado”. Olhe lá em cima, o indicativo “LIBERDADE” expressão ao contrario foi o que eu vi quando cheguei nos “DELIMITADO ESPAÇO” da Expoacre – ao andar torto de sede e fome nas ruelas da exposição, cheguei perto dos limites do rodeio do limitado espaço que vos falo, bem, cheguei e imaginei a multidão dentro daquele ambiente, que até então não havia uma alma morta, opa! Exceto, alias, as nossas, eu e mais dois que não vem ao caso. Putz! quase me esqueci, que naquele lugar – ambiente havia mais alguém. Quem seria esse alguém que me forçou a não esquecê-lo, talvez eu tentasse, mas não consegui e aqui quero contar a historia desse ser que tal não me deixou esquecê-lo – vos apresento o “menino bezerro”, de aproximadamente um ano de vida e que veio lá dos confins dos maus tratos inglórios, deve ser bem perto daqui, não! Ele não devia ter uma @, enfim, deparei-me com este fato-objeto que ali estava, por tanto, excomungado, judiado, esquecido com fome e sede num sol que rodeava seus “60 graus C°” dum prolongado meio-dia do dia dois de agosto – este objeto de entretenimento que foi usado e assolado durante alguns dias nos show “rodeio-listicos” da expoacre 2008, revelava outras injustiças através de suas pupilas exageradamente arregaladas; já não conseguia ficar em pé, seu coração parecia o motor dum carro de formula 1 e em vez de aços e acessórios era só carne e órgãos fadigados e acelerados por atitudes desumanas protegidas por sonhos e negócios estranhos.
Nos letreiros logo acima, aponto a liberdade, mas, liberdades não têm visto – em oposição ao que me deparei – chorei ao vê-lo naquela situação deprimente, desesperado eu fiquei ao enxergá-lo recuado diante duma situação substancialmente desfavorável pra nós dois. Tentei somar ao tentar dividir aquela dor, como se fosse possível, num ambiente condensado, estreito, isolado, onde as forças do mal sentido assopravam aleatoriamente todo seu desprezo, regadas durante uma histórica retórica de incabíveis posicionamentos contra seus desejos – me comportei aberto para me alimentar de toda angústia daquele olhar e compreendi que a “liberdade não terá espaço enquanto houver espaço que não tenha liberdade e não teremos nenhum se continuarmos a comportar-se insensivelmente com a vida alheia”.
Não pude esquecer-me desse momento, por que durante oito apresentações que fizemos durante dois dias na expoacre, fomos oposição a falta de liberdade, alias o espetáculo nasce da falta de liberdade. Pego uma carona e vou-me acreditando - “que o homem é sobretudo o produto das influências culturais de seu meio. Em conseqüência, suas ansiedades e perturbações devem ser consideradas como efeitos das dificuldades que o meio social lhe cria” (Erich Fromm). A problemática fere mais atrás, e vemos que a cultura também as vezes é falha e regurgita também a liberdade, e quem paga o pato sobretudo é o animal em conseqüência as ansiedades e perturbações que o próprio homem cria em seu meio social, e assim continuemos com nossos problemas desestruturastes que alimentam os importunos desejos antagônicos de sermos indivíduos melhores.
Fica a impressão expressada no desespero de empreender o movimento que nos guia, que nos espera – firme é a certeza de descer rumo ao abismo de um dia reanimar as inconstâncias doutro eu – ser; agente criador, capaz de superar as culturas repressivas e impositivas no desejo de hoje ser aquele que ajuda a reconstruir um novo ambiente tão sonhado.
Co-responsabilidade; planto aqui e você respira acolá.
San - Liberdade! Espaço/Comporta-se - Xapuri/AC










