segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Feliz natal (mesmo atrasado!)



Aproveitamos para desejar tudo de bom no natal - mesmo estando um pouquinho atrasados, mas sempre valendo!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Chico Mendes: um homem que acreditava no sonho

É prazeroso saber que Xapuri gerou um dos mais importantes homens da história da humanidade. Isso porque acreditava no poder dos sonhos - e lutava a todo custo por eles.

Quando alguém pergunta porque nos baseamos nos sonhos desse homem dizemos "porque ele ousou sonhar e não ficou de braços cruzados esperando que alguém fosse em busca dessas realziações". E isso pode não ser o suficiente para explicar quem foi tal homem mas dá para ter uma noção de sua importância e de como estava à frente de seu tempo.

Acreditar nos sonhos e lutar pelos seus, com os seus, assim era Chico, que fazia, com sua gente, os empates, guerras sem armas (da parte deles, porque os 'jagunços' sempre estavam 'armados até os dentes').

Defendia a floresta, os povos que nela vivem, seus companheiros, familiares e amigos e acima de tudo sabia que dias melhores ainda despontariam - e não apenas para Xapuri.

Ameaçado de morte não deixou que seus sonhos fossem apagados, continuou a lutar pelo que acreditava até o fim!

E se pensam que Chico perdeu, ao ser brutalmente assassinado, aos fundos de sua casa, em 22 de dezembro de 1988, estão muito enganados, porque ele despertou nos que nele acreditam a vontade de ter sonhos - pois todos temos o direito de sonhar... e mais que isso, o dever de realizar!

Agora somos muitos Chicos, que fazem lutas em áreas diferenciadas, diversificadas, como os guerreiros do Arte na Ruína, que fazem um verdadeiro empate cultural, utilizando como armas aquilo que sabem e conhecem: sua arte!

Pelos sonhos... pelos seus... pela arte... por Chico!

Salve Chico rei seringueiro!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Em meio ao sonho... preguiça de fim de ano...


É isso aí. Como diz um amigo: o povo de xapuri é guerreiro! mas, como todo guerreiro - cheio de sonhos, vontades, força, sempre preparados para as batalhas que a vida designa - também tem os momentos de sentir preguiça!

Nossa! e que preguiça boa...

É que o finalzinho de ano vai chegando, tudo vai ficando mais cansativo e os sonhos - e planos - para o ano que está quase para chegar, vão ficando mais na cabeça ou nos computadores, solvos em arquivos que possivelmente serão mexidos muito pouco ainda em 2010.

No mais, estamos fechando as apresentações que tínhamos combinado: com o Museu do Xapury (que acabou de fechar um projeto muito bakana chamado 'Museu e Arte Xapuri' (depois, em próximas postagens, falaremos mais um pouco sobre tal iniciativa cultural e museológica) e no Quitais Literários (ou Seringais culturais, como gostamos de chamar), onde apresentamos nos fundos da minha casa, em um quintal simples mas onde acontecem verdadeiras mágicas artísticas e literárias.

Enquanto o ano não termina, ficam as memórias - lembranças boas - das apresentações, ensaios, das lutas cotidianas, das alegrais e também das lágrimas. Lembramos principalmente dos colegas de arte, amigos que levaremos para a vida toda.

Também não podemos nos esquecer - isso merece uma postagem extra, é claro - que estamos no mês Chico Mendes, nosso ídolo e guia de sonhos e lutas, devendo ser muito lembrado em todos os espaços.

E, como na vida temos muitas paradas, deixando algumas pessoas que amamos, temos o aniversário de nascimento e de desencarne da querida e talentosíssima Dallyanna Lima, de quem nos lembraremos por toda a vida (saudadesss).

No mais, um bom dia para você que leu minhas singelas palavras!
Ah, a linda foto é de Renato Reis... espero que gostem.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Prêmio Cultura Viva - Evento de Premiação

Recebemos o convite para o evento de premiação da 3ª Ed do Prêmio Cultura Viva.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Apesar de tudo, vencedores!


Agora me lembrei bastante de uma frase que Éder Camargo fez questão de frizar quando aqui esteve - uma das primeiras que pronunciou, inclusive, para que não tivéssemos falsas esperanças: "Acima de tudo saibam que já são vencedores, independente de qualquer prêmio".

E é assim que penso ao 'consolar', vamos dizer assim, os meus queridos colegas de trabalho -e amigos - ao saber ontem, por meio do telefone, que o Arte na Ruína não está entre os três premiados como Grupo Informal do Cultura Viva.

Apesar de não estarmos criando falas espectativas isso me deixou triste, particularmente, pois sei o quanto todos nós ralamos desde sempre para fazer arte em Xapuri. Temos tão poucos recursos, somos tão pouco valorizados em nossa cidade e ousamos acreditar ir mais além, longe, quase tocando a imensidão do infinito.

Quero que meus colegas, queridos amigos, artistas do Arte, não se entristeçam, pois mesmo com tantos problemas, com tudo indicando - até mesmo o destino dizendo que devemso parar - nos permanecemos fazendo arte, sendo, talvez, artistas mazoquistas.

E oficineiros, pois nosso público também necessita que sejamos fortes e guerreiros - afinal, quem disse que Chico Mendes ganhava sempre?

Não. Chico permanecia forte, mesmo sabendo que tudo indicava para ser fraco. Até ameaçado de mrote foi, mas o que importava eram seus sonhos de dias melhores para si e para os seus.

A luta não pode parar. É difícil mas já chegamos muito longe (afinal, eram quase dois mil inscritos, e ficamos entre os 40 finalistas, 10 na nossa categoria de grupo informal).

Calma, não foi dessa vez, mas vamos levantar a cabeça e dar os parabéns aos grupos vencedores, pois certamente são merecedores.

Avante, amigos, a luta não pode parar, pois somente os fracos desistem (e a arte existe para fortalecer e nos fazer surreais)!


Como diz Éder, apesar de tudo, "vencedores"!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Filme ‘Arte na Ruína’ participa do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

De acordo com a postagem do blog História Multimídia de Xapuri:

Começou na noite de terça-feira, 23 de novembro, a mostra competitiva do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde participam grandes nomes do audiovisual nacional.

Uma semana inteira dedicada ao cinema brasileiro, que premiará diversas categorias, dos mais (in)revelados estados do Brasil.

O FBCB é um dos mais tradicionais festivais do país e, por ser o último no calendário de mostras de cinema e exigir ineditismo dos filmes participantes, causou polêmica em 2008 por trazer majoritariamente documentários na mostra competitiva de longas metragem em 35mm.

Esse ano, trazendo mais uma inovação, exibirá a mostra de documentários produzidos pelo programa Petrobrás ‘Revelando os Brasis’, dirigidos por artistas de cidades de até 20 mil habitantes e selecionou um documentário acriano, de Xapuri, terra de Chico Mendes, intitulado “Arte na Ruina’, lançado em 2008.

Arte na Ruína, com roteiro e direção de Wagner San e Clenes Alves, conta a história do Grupo de mesmo nome, da cidade de Xapuri, um pequeno mundo no Acre que se tornou palco para a tão necessária reconstrução de dois mundos em ruínas: uma delegacia abandonada e um grupo de jovens artistas oprimidos. O projeto Arte na Ruína (a 50 metros da casa do líder Chico Mendes) tem se tornado o símbolo de uma arte experimental onde um único jovem aceita o desafio de revelar para o público, através do espetáculo ‘O Ensaio Surreal do Grito Sufocado’, detalhes que levaram seus habitantes e artistas ao palco de suas vidas.

O filme acriano será exibido na programação do dia 29/11, às 15h, na Sala Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília e já é um dos mais aguardados pelo público.

A mostra competitiva começa hoje e vai até a próxima segunda-feira (29). A expectativa da organização é que 70 mil pessoas acompanhem o festival, que vai distribuir R$ 550 mil em prêmios.

Mais informações no site: http://www.festbrasilia.com.br/2010/

As fotos são de divulgação do filme (e o banner do Festival).

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mão na massa: a ajuda coletiva


Entre outras coisas que nos unimos para fazer está a limpeza do espaço Arte na Ruína, ou seja, da delegacia abandonada, que costuma acumular muito lixo, necessitando de nossa intervenção, também, nessa parte.
E não pense que o povo faz corpo mole, não. Muito ao contrário, todos marcam horários, por grupos, para a limpeza, dividindo tarefas, indo um verdadeiro coletivo com hora marcada.
Assim, todos participam de todas as etapas do processo.