SAN- "CONFLITOS MUTANTES"
domingo, 12 de abril de 2009
domingo, 2 de novembro de 2008
Festival Acreano de Teatro - 2008
OO, as fotos estão num sentido contrário, mas enfim, vamos do fim pro início e que assim seja.
Após a apresentação Clenes recepcionando a provocadora do espetáculo - Brijite e a trupe sentada. Háaa e toda a pláteia que esta diante de nós - show !Agradecemos a esta menina querida de azul - Cidinha que registrou todos esses momentos com sua câmera e galera tíetou, olhem os meninos híbridos que loguin serão enjaulados.
A trupe agradece a FETAC por garantir a participação do Arte na Ruína nesse encontro de arteiros de todo estado. Foi de uma riqueza engrandecedora para os olhos e para a formação de novos seres que com certeza terá em suas veias a saga de continuar esta luta de o teatro ser de todos ao pensar, criar, propor e ao assistir - queremos acesso a todos os momentos... Artista que conhecemos, nao daremos nome por que a lista é muito grande, mais... daremos o nome de cidadãos do mundo - muito OBRIGADO!!!
Postado na tentiva de reviver esses momentos em outros olhos - San.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Liberdade! Espaço/comportar-se.
Foto: Renato ReisO tempo e sua duração, cadê, não sabem onde e quando começou e pra onde pretende ir, e por fim o continuar a vagar por ai, segue o desempenhar de alguns acontecimentos que duvidamos existir por não compreender bem o que estamos a fazer diante da tortuosa força designada a renovação.
Seria esta a força que nos conduz sorrateiramente dias após dias e passos atrás doutros, nos induzido a contar cada pingo de chuva que se jogam como camicase lá do céu, sobre nossas cabeças? – será que é, pra! Dar-nos um banho e, assim seguir límpido a diante do grande “engenho celestial”, o fato é que, não somos ensinados a saber contar, ou melhor ao passo que sobrevivemos, o que deveria ser habitualmente natural e, de direito a somar se desfaz nas estreitas incapacidades burras que tem tornado à marca da desoneração humana.
Bom! O que a liberdade tem haver com isto? Não sei ao certo, e, dúvida, pede reforços para tal, mas enfim, me parece que o certo capitão do tempo nos conduz “sabiamente” e insensivelmente ao ponto de pregar uma grande estaca em nossos punhos, forçando-nos a gritar “socorooo...” que por vez, talvez em uma nova etapa e ai sim uma nova chance ao poder-, quebrá-la e a usá-la como subsídio para encabeçarmos novos enfrentamentos diante de tantas novas batalhas que são criadas através de forças “ocultas” que condensa e enrijeci o movimento de algumas leis de senso comum - “bem natural” da vida que tem alimentado a humanidade integralmente com duas outras forças primárias – natureza e animal, que ao contrario da força tem sido fracas tornado-as num corpo frágil e perigoso de se lidar e preservar harmoniosamente.
Coisas estranhas que precede comportamentos apontam reações também estranhas e creio que cabe aqui dizer que - queria tentar esquecer tal fato estranho, porém, diante da liberdade fica o dever do fato resgatar aqui, que - o grupo Arte na Ruína foi convidado à se apresentar na EXPOACRE 2008 o espetáculo “O ensaio surreal do grito sufocado”. Olhe lá em cima, o indicativo “LIBERDADE” expressão ao contrario foi o que eu vi quando cheguei nos “DELIMITADO ESPAÇO” da Expoacre – ao andar torto de sede e fome nas ruelas da exposição, cheguei perto dos limites do rodeio do limitado espaço que vos falo, bem, cheguei e imaginei a multidão dentro daquele ambiente, que até então não havia uma alma morta, opa! Exceto, alias, as nossas, eu e mais dois que não vem ao caso. Putz! quase me esqueci, que naquele lugar – ambiente havia mais alguém. Quem seria esse alguém que me forçou a não esquecê-lo, talvez eu tentasse, mas não consegui e aqui quero contar a historia desse ser que tal não me deixou esquecê-lo – vos apresento o “menino bezerro”, de aproximadamente um ano de vida e que veio lá dos confins dos maus tratos inglórios, deve ser bem perto daqui, não! Ele não devia ter uma @, enfim, deparei-me com este fato-objeto que ali estava, por tanto, excomungado, judiado, esquecido com fome e sede num sol que rodeava seus “60 graus C°” dum prolongado meio-dia do dia dois de agosto – este objeto de entretenimento que foi usado e assolado durante alguns dias nos show “rodeio-listicos” da expoacre 2008, revelava outras injustiças através de suas pupilas exageradamente arregaladas; já não conseguia ficar em pé, seu coração parecia o motor dum carro de formula 1 e em vez de aços e acessórios era só carne e órgãos fadigados e acelerados por atitudes desumanas protegidas por sonhos e negócios estranhos.
Nos letreiros logo acima, aponto a liberdade, mas, liberdades não têm visto – em oposição ao que me deparei – chorei ao vê-lo naquela situação deprimente, desesperado eu fiquei ao enxergá-lo recuado diante duma situação substancialmente desfavorável pra nós dois. Tentei somar ao tentar dividir aquela dor, como se fosse possível, num ambiente condensado, estreito, isolado, onde as forças do mal sentido assopravam aleatoriamente todo seu desprezo, regadas durante uma histórica retórica de incabíveis posicionamentos contra seus desejos – me comportei aberto para me alimentar de toda angústia daquele olhar e compreendi que a “liberdade não terá espaço enquanto houver espaço que não tenha liberdade e não teremos nenhum se continuarmos a comportar-se insensivelmente com a vida alheia”.
Não pude esquecer-me desse momento, por que durante oito apresentações que fizemos durante dois dias na expoacre, fomos oposição a falta de liberdade, alias o espetáculo nasce da falta de liberdade. Pego uma carona e vou-me acreditando - “que o homem é sobretudo o produto das influências culturais de seu meio. Em conseqüência, suas ansiedades e perturbações devem ser consideradas como efeitos das dificuldades que o meio social lhe cria” (Erich Fromm). A problemática fere mais atrás, e vemos que a cultura também as vezes é falha e regurgita também a liberdade, e quem paga o pato sobretudo é o animal em conseqüência as ansiedades e perturbações que o próprio homem cria em seu meio social, e assim continuemos com nossos problemas desestruturastes que alimentam os importunos desejos antagônicos de sermos indivíduos melhores.
Fica a impressão expressada no desespero de empreender o movimento que nos guia, que nos espera – firme é a certeza de descer rumo ao abismo de um dia reanimar as inconstâncias doutro eu – ser; agente criador, capaz de superar as culturas repressivas e impositivas no desejo de hoje ser aquele que ajuda a reconstruir um novo ambiente tão sonhado.
Co-responsabilidade; planto aqui e você respira acolá.
San - Liberdade! Espaço/Comporta-se - Xapuri/AC
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Loucos! Láááá!
Nos dias 02 e 03 de agosto de 2008, o Grupo de Jovens Artistas Arte na Ruína, convidados pelo SEBRAE, apoiados pelo Instituto Chico Mendes, fez uma maratona de apresentações no espaço intitulado ‘Caminho de Chico Mendes’, na ExpoAcre 2008. Vestindo um figurino de tecido de “sacos”, e tendo velas que simbolizavam bem mais que uma luz no caminho obscuro da vida e da arte, mostraram no espetáculo “O Ensaio Surreal do Grito Sufocado” que se pode ir além. Os anseios, questionamentos, lutas e sonhos traziam a apresentação ora musical, ora performática, pirofágica, ora dramática, um ar mágico, surreal mesmo.
Não por acaso eu (Clenes Alves novamente a vos falar) estava lá, naquele palco que se assemelhava, para nossa alegria, a uma oca de índios Chapurys, toda em palha, bem mais próxima da casa de Chico Mendes – também fizeram uma réplica ao lado do nosso espaço – e tive a sensação de ser louco.
Louco? Podem perguntar, eu deixo. É, louco... loucos na verdade! Porque ousamos acreditar na arte sem barreiras. Porque sonhamos mas não cruzamos os braços. Loucos por estarmos desde o nascimento “predestinados a ser todos ruins” – sem querer plagiar Chico Buarque –. Loucos porque não tem como assistir (neste caso ‘fazer’) Arte na Ruína (ou da Ruína, já que levamos o nosso devaneio para além dos destroços da nossa cadeia abandonada de Xapuri) e não ser completamente doido.
Recordo que em um determinado momento – justamente na parte em que interpretamos os loucos – senti uma vontade sobre-humana de olhar para meus colegas-amigos... pois é. Quando os vi pensei (quaaaase exclamei): “são todos com-ple-ta-men-te loucos”. Só não sabia que alguém registraria em foto exatamente o que contemplei... e Pietra Dolamita, em meio à anormalidade da vida, assim o fez (olhem novamente a foto e digam se não tenho razão).
Me lembrei das palavras de Carlos Castaneda, nA Erva do Diabo: "Não importa qual seja nosso destino específico, desde que o enfrentemos com o máximo de abandono..." e senti que fazíamos exatamente isso. Poderíamos continuar com nossas vidinhas pacatas, simples, dando continuidade ao conhecido ciclo nascer, crescer, reproduzir, morrer. Mas acreditamos que poderíamos, abandonando o nosso previsível caminho, acrescentar mais um ponto a esse ciclo: fazer arte. Agora digam se isso não é loucura? Loucura porque “não é fácil, é estranho” (e lá se vai mais uma citação – vamos excluir daqui a palavra ‘plágio’ – dessa vez de Marisa Monte). E por isso somos loucos! – só pra não dizer que você que está lendo não fixou bem. (rs)
E você só viu isso? Podem perguntar. E a resposta é não. Eu vi frutos, vi gente, vi Dallyanna, vi fogo, vitória, passos, velas, gente de novo, não vi mais estresse, brigas, cansaço... vi também luta a continuar, legado de Chico Mendes, floresta... e poderia escrever mil outras coisas, mas acho que vou parar.
Só para fechar, contemple essa foto mais uma vez. Ela certamente lhe dirá ainda mais coisas que você pode fazer comentários que TODOS do Arte na Ruína irão adorar ler.
Por quê?
Porque somos todos loucos (e isso inclui você!)
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Arte Na Ruína
Mas, enfim, a profundeza desta arte humana, deste anjos ou demônios, destes sabios e loucos, enfim, adjetivos infindos, iriamos escrever...No entanto, Artistas!!!!
Tais Artistas lutam pelos seus sonhos, inspirados, assim como os Heróis dos Olimpo, por uma Musa Dallyanna, que os guia a maior de todas as Artes _ O teatro.
Uma arte una e mágica, nascida como na grecia, e sua ruínas...Nas ruínas de uma delegacia abandonada...Não, eles não estão querendo habitar as crises, mas pelo fato, de seres heróis, e para não fugir da rotina, eles são perseguidos pelos chicoteadores da Arte. Mal, sabem esses censores, que entraram para história como seres mediócres...Enquanto a Arte Na Ruína é um ínicio para todo o resgate cultural de um povo oprimido, e que grita, em um trabalho de parto pela vez de Falar.
Coisa mais bela que a palavra- É Clenes falando com Dally no Olimpo de XAPURI.
Postado em comentários por Pietra Dolamita
(Mª de Fátima) - Profª Bel. Direito, artista plástica, poetisa e atriz por nascimento.
De Rio Branco/AC
***O nosso muito obrigado*** e continue nos assistindo e comentando.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
A Arte de Xapuri
É assim que eles se apresentam: “Arte na Ruína”.No ano de 2001 à antiga delegacia de Xapuri fora desativada. Após seis anos ao relento, o ambiente revelara a desconstrução causada pela erosão que denuncia; a sujeira, o caos, os destroços e os rabiscos históricos de quem ali fora encarcerado. Os tão tumultuados desencontros da juventude de Xapuri em obter um espaço que abrigasse as suas criações, dão lugar agora ao encontro entre os Jovens e “Arte na Ruína” denominada assim à antiga delegacia. “O novo cenário é protegido pela fortaleza de Chico Mendes que sabiamente deixara seus portões abertos para a juventude ir à busca da marcha de um mundo diferente.”
Foram 15 minutos de um espetáculo que dura normalmente 45 minutos. A adaptação foi necessária devido o formato do palco que difere da estrutura usada em Xapuri. “Tivemos que reduzir o tempo e adaptar alguns recursos cênicos, mas nem por isso o recado deixou de ser dado, o público saiu bastante motivado” disse Alex Lima, gestor do projeto cultura do Sebrae.
O Sebrae, através do projeto cultura, vem identificando varias expressões artísticas nos municípios acreanos para construir um catálogo dos potenciais artístico do estado. Este trabalho vai possibilitar uma melhor divulgação e um investimento mais focado para as necessidades culturais. “O Sebrae e O Instituto Chico Mendes foi quem possibilitou a nossa vinda para a Expoacre e assim poder mostrar para um público bem variado nosso trabalho” disse Wagner San, um dos criadores do grupo.
O grupo “Arte na Ruina”, de Xapuri, é formado na sua maioria por estudantes com uma média de idade de 22 anos. Músicos, atores, cantores, artistas plásticos, dançarinos interagem no palco dispertando um cardápio de sentidos e estímulos visuais que convidam o público a uma reflexão. “Fiquei surpresa ao ver uma apresentação tão legal vinda de Xapuri e feita por um grupo de jovens. Assim que tiver uma oportunidade vou assistir o espetáculo todo” informou Ana Lara Gomes, estudante de Engenharia Civil.
O nosso muito obrigado pela iniciativa... E, Que outras instituições não gorvernamentais possam fazer o mesmo pela juventude tão significativa do nosso Brasilzão... Viva a arte de se expressar... Viva...









