quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cela Poesia - Amarildo Ferreira

Foto - Val Fernandes

Foto - Val Fernandes
Foto - Renato Reis
Foto - Val Fernandes

Parte de um Texto - Autor desconhecido

O governador Binho Marques fala sobre a intervenção na Antiga delegacia de Xapuri (Arte na Ruína)

O senhor poderia nos falar um pouco sobre a intervenção da juventude de Xapuri em poder obter um espaço pra que suas expressões artísticas de fato sejam resguardadas na cultura de Xapuri e do Estado do Acre. E qual a importância dessa intervenção, da juventude no espaço da antiga delegacia de Xapuri?

Olha! Eu Fico super feliz de ver Arte na Ruína, eu ate tinha pensado que agente poderia transformar essa delegacia num museu, num museu mais vivo, que pudesse contar um pouco da historia dessa delegacia, não sei se todo mundo sabe, mas essa delegacia aqui, já ficou abarrotada de seringueiros, num dos empates importantes. Aqui ficou o Raimundão, Manoel Estebio, uma turma bem grande ficou presa e precisou um grande movimento pra libertar todo o pessoal daqui, o Chico tava sempre presente também, intervindo lutando contra as injustiças. Eu mesmo também fui hospede dessa delegacia, em 87 quando o prefeito estava desviando a merenda escolar, eu fui denunciar e acabei preso na delegacia, depois de uma pequena discussão com o prefeito e ele mesmo me prendeu e eu fui hospede daqui dessa delegacia.
Eu acho que, ela tem uma historia muito interessante a ser contada, e melhor assim pelos jovens, por que hoje ela esta em ruína, graça a deus. É algo que deve ficar no passado, num passado não só o prédio, mas essas historias devem fazer parte do passado, a historia da injustiça que aconteceu com muita força nesse espaço, ela agora é contada de outra forma e ela também pode ser transformada.. Então eu não sabia que vocês estavam usando e eu fico muito feliz por isso, de saber que nas celas agora há gente, tem uma vida renascendo, com o cinema com o teatro, com as varias formas de expressão.
Então, eu quero desejar a vocês muita sorte neste projeto, quero que renda muitos frutos e filhos, por que acho que o Acre hoje esta vivendo um momento interessante porque La nos anos 70 e nos 80 um grupo de jovens começou a fazer teatro, começou a fazer cine clube isso foi que ajudou a criar uma identidade de povo acreano, nos 70 quando o Dantinhas era governador ele queria acabar com a tradição, com a identidade da floresta, o slogan era um novo Acre, derrubava doto o patrimônio arquitetônico das cidades acreanas que lembravam o passado e foi justamente o movimento cultural dos jovens que resgatou uma identidade de índios, de seringueiros, de floresta e de Amazônia que permitiu a construção de um movimento que hoje esta se transformando em coisa interessantes em vários lugares do Acre que repercuti no Brasil e ate no mundo.
Parabéns pra vocês, eu espero que este trabalho tenha vida longa.

Em nome dos jovens que estão fazendo essa intervenção, fica o convite de coração, para que o senhor possa vir assistir o Arte na Ruína.

Legal, e eu vou convidar parte das pessoas dessa historia que eu te contei dos artistas que fizeram a confusão Lá nos 70 e 80 virar isso que temos hoje, vou convidá-los pra virem aqui, pra poder ter o prazer de vê-los aqui.
Parabéns...

sábado, 26 de abril de 2008

O HOMEM NOVO E A MULHER NOVA



O homem novo e a mulher nova não aparecem por acaso. O homem novo e a mulher nova vão nascendo na prática da reconstrução revolucionária da sociedade. Mas, de qualquer maneira, podemos pensar em algumas qualidades que caracterizam o homem novo e a mulher nova. O compromisso com a causa do povo, com a defesa dos interesses do povo é uma destas qualidades. A responsabilidade do dever, não importa a tarefa que nos caiba, é um sinal do homem novo e da mulher nova. O sentido da correta militância política, na qual vamos aprendendo a superar o individualismo, o egoísmo, é um sinal também, do homem novo e da mulher nova. A defesa intransigente da nossa autonomia, da liberdade que conquistamos, marca igualmente o homem novo e a mulher nova. O sentido da solidariedade, não somente com o nosso povo, mas também com todos os povos que lutam pela sua libertação, é a outra característica do homem novo e da mulher nova. Não deixar pra fazer amanha o que se pode fazer hoje e fazer cada dia melhor o que devemos fazer é próprio do homem novo e da mulher nova. Participar conscientemente, nos esforços da reconstrução nacional é um dever que o homem novo e a mulher nova exigem de si mesmo.
Estudar, como um dever revolucionário, pensar certo, desenvolver a curiosidade diante da realidade a ser melhor conhecida, criar e recriar, criticar com justeza e aceitar as criticas construtiva, combater as atividades antipopulares são característica do homem novo e da mulher nova.
Participando mais e mais na luta pela reconstrução nacional, vamos fazer nascer em nós mesmo o homem novo e a mulher nova.
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Texto - O HOMEM NOVO E A MULHER NOVA/ A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER/Paulo freire / escultura de Wagner San

quarta-feira, 23 de abril de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Arte na Ruína - "O ensaio surreal do grito sufocado"

Foto - Renato Reis
Foto - Val Fernandes

Arte na Ruína por Renato Reis







Juventude que sabe de juventunde - Foto de Renato Reis e Texto de Yan Chaparro.


Não estive no lugar, mas devido às redes líquidas sociais, pude encontrar este material, a partir de um amigo, e visualizando sua estética a partir da tela de um computador. Ao observar esta delicada expressão, procurei me envolver com os escritos e as figuras ali. Seu cheiro se tornou real, e a inquietude se manifestou junto às luzes das velas, na busca do por que e como se move este sensível fenômeno de uma arte na ruína. Historia, cultura, ambiente, local e sociedade, elementos que aparecem como necessidades, talvez da apropriação do próprio lugar, do encontro corpóreo com um latente possibilitado pela figura estética desta ruína ali. Lembro de Ítalo Calvino, nos seus escritos de “Cidades Invisíveis”, que revela o imaginário possível que sustenta cada lugar, seu valor subjetivo, que compõe um tecido líquido, para dar vida ao ali. É prazeroso conhecer um movimento constituído por arte assim, pois arte em, com e junto a uma ruína, parece revelar a historia no seu abstrato entrelace de presente – futuro - passado. E a maneira própria vista em cada foto, permite compreender uma necessidade daquelas pessoas que passam e ficam ali, se apropriam do que é belo, e se permitem viver junto ao lugar, tudo parece ter vida. A composição estética que pude me envolver revelou uma singularidade vigente, mas que conta sobre um cotidiano também de outros lugares, o ambiente vivido ali traça um delicado diálogo com compostos do ontem e do hoje, na busca de compreensão do todo. Pude sentir violência e paz, pude sinceramente me intrigar ainda mais com o signo do fogo, e sua figura do sagrado. A vontade que me passa agora é saber o que esta acontecendo ai, neste mesmo instante que escrevo, e também em saber sobre e como será o futuro desta manifestação artística, histórica, cultural, política e ambiental.
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O olhar de 2 jovens/Renato Reis-AC e Yan Chaparro-MS ficará registrado aqui, na esperança inusitada de revelar a juventude que sabe de juventude.